Pronto, ok, eu admito. Há a ligeira, ínfima, possibilidade de eu ser mimada.
Quando quero uma coisa, geralmente vou marrando até a ter, ou até deixar de a querer.
Quando quero alguém, vou marrando, até ter. Sempre. Até hoje. Hoje quero, não tenho e nunca vou ter.
É o suficiente para não conseguir parar de pensar. Não queria. Não queria querer. Mas quero, e quero muito. Possivelmente porque nunca vou ter. Dizem que o fruto apetecido é o mais apetecido. Mas sempre foi proibido e eu nunca quis. Até hoje.
Até a dormir penso no quanto quero. Rai's parta mais os homens.
Não há momento nenhum do meu dia em que não me lembre. Dos cheiros, dos sabores. Dos mimos, das gargalhadas. E pronto, por aí fica. E não se volta a repetir...
Mas eu quero...
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